domingo, 23 de maio de 2010

Nº1 - Introdução/apresentação

PROFESSOR NÃO É PADRE NÃO!!!

Este novo blog surge como forma de apresentar um espaço de debate não intelectualóide sobre a profissão docente. Para iniciar, vou apresentar-vos algumas questões, situações e insinuações que servirão apenas de exercício intelectual, apesar do seu caractér mais ou menos premente.
O grande objectivo é encontrar outros professores não alienados pelo cinzentismo e mediocridade vigentes. Pessoas de pensamento livre e critico que, como eu, se recusem a simplesmente preencher a função histórica dos docentes, a de serem instrumentos utilizados pelo regime em vigor, para fazer passar os valores e os comportamentos que mais lhe interessam.
Entrego-me a esta missão de corpo e alma, porque me recuso a alinhar em modas ou, por outro lado, com a ideia (muito Portuguesa, aliás), que mesmo não se estando de acordo, se deve manter o rabinho entre as pernas e jogar o jogo, mesmo que se faça batota aqui e acolá!...
Procuro professores e professoras, que não sejam pessoas cinzentas e que não se tenham entregue à mentalidade de rebanho que é de momento a vigente.
Procuro professores com brincos, piercings e tatuagens (ou aqueles que não os tendo, gostariam de os ter!), procuro professoras de cabelos com várias cores (ou só uma mas berrante) e rastas e cabelo rapado...e gays, e lésbicas, e bi, e swingers e até porque não heterossexuais e metrossexuais. Tudo e todos que tenham algo a dizer, quer seja a concordar, quer seja para discordar...porque nisto da liberdade no século XXI, significa liberdade para se ser o que se é e liberdade para buscar a felicidade.
Os únicos que escusam de dar os seus testemunhos, opiniões, de contar as suas histórias, ou os seus sonhos, ou até quem sabe os seus problemas, são aqueles que antes dos mais, nem sequer deviam poder trabalhar com crianças (é que apesar de legalmente não poderem, todos nós sabemos que anda por aí um ou outro infiltrado). A esses digo desde já, não são bem vindos, refiro-me está claro aos pederastas...é que PROFESSOR NÃO É PADRE NÃO!!!
Passo a colocar então, algumas questões provocatórias:
-Quantos de nós temos que enfrentar no dia-a-dia colegas que se dedicam a ler estudos sobre mil e uma coisas, mas que ironicamente não põem em prática elas(eles) mesmas/mos, preferindo antes tentar impor aos mais incautos essas metodologias/estratégias/projectos?
-Estes colegas, ou muito me engano, serão ou mau profissionais ou muito maus profissionais, pois 90% deles são aquelas/es senhoras/es que estão sem dar aulas, ou seja sem exercitar a mais nobre função da nossa profissão e cujos trabalhos acabam por ser arranjar forma de sobre carregar de trabalho a nós, aqueles que, efectivamente trabalham no terreno com a mais valiosa e delicada matéria prima existente no nosso planeta.
- Esta questão é de ordem económico-financeira, como é que faz sentido na cabeça do srs. políticos do M.E. deixar de ter 1 delegação escolar concelhia onde estavam destacados apenas dois professores ou três para agora terem 10 ou mais professores (por norma dos escalões mais altos da carreira) por agrupamento, sem darem aulas e a trabalhar como se fossem uma espécie de burocratas enrolados em técnicos de estatística e com uma pitada de técnicos de secretaria? É que para não parecer mal, eles fartam-se de inventar formas para parecer que trabalham, consumindo no seu caminho carradas de papel, de tintas, de energia eléctrica e do tempo muitas vezes que deveria ser privado, dos restantes recursos humanos dos agrupamentos (os pobres dos professores menores, os que efectivamente participam no processo ensino-aprendizagem, essa coisa de somenos importância!)
Por hoje, fico-me por aqui. Resta-me só reafirmar o desejo de receber as vossas histórias, ideias, questões, etc... Nós Professores precisamos nos unir, debater e lutar pelos nossos direitos, pela nossa liberdade, pela nossa felicidade, mas também e especialmente pelas nossas obrigações, pelos nossos deveres que estão relacionados com as crianças que deveriam ser os principais protagonistas da nossa profissão e infelizmente, não o são!
Para acabar, uma palavra de agrado para sra. professora Bruna Leal que foi capaz de pôr a as suas virtudes e alguns dos defeitos da mentalidadezinha portuguesa e do nosso sistema educativo...um grande bem haja!
É que se O PROFESSOR NÃO É PADRE NÃO, também as PROFESSORAS não são nem FREIRAS nem SANTINHAS NÃO...

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